18 coisas para fazer em Bremen no verão

O verão nas terras hanseáticas é curto e ameno, bem por isso temos muita coisa acontecendo pra aproveitar bem o tempo quente.

Pra quem ainda não sabe estou morando em Bremen, uma cidadezinha muito fofa no norte da Alemanha. Apesar de ser a irmã caçula esquecida de Hamburg, Bremen tem atraído cada vez mais turistas estrangeiros e tem muita coisa legal pra fazer por aqui que vai além do roteiro turístico clássico.

Eu apelidei Bremen de a pequena Berlin. Isso porque as duas cidades tem muitas semelhanças mas em Bremen é tudo menor e menos frenético hahahaha. Tem festivais do que você imaginar, tem shows, tem parques, tem lagos, tem rios, tem o bairro dos bares, tem punks e anarquistas, tem gente ryca, casa bonita, monumentos, um monte de protesto, tem coisa feia e bonita, tem praia de nudismo, red light district, e as duas tem uma cena multicultural bem alternativa que deixa tudo mais interessante.

Já falamos sobre Bremen numa viagem que fizemos no inverno, o que tem na feira de Natal e tudo mais. Mas apesar do meu amor pelo clima natalino, a época que eu mais gosto dessa cidade é na primavera e verão. É quando as árvores ganham flores, voltamos a sentir cheiros, as pessoas saem de casa, todo mundo se veste de colorido, tem 400 eventos a céu aberto e começa o lindo horário de verão! Se você vai ficar mais que um dia em Bremen, dá uma olhadinha nas coisas que eu selecionei que você precisa fazer por aqui!

01. Das Viertel – O jeito certo de aproveitar a noite de Bremen

Eu sou suspeita pra falar, moro nesse bairro eu adoro o que ele representa pra cidade, mas acho que não tem como entender Bremen sem passar pelo Viertel. Das Viertel (literalmente “o bairro”) é a região dos restaurantes baratos, bares e baladas da cidade. Com muito grafite, punks e jovens para todos os lados, é o lugar ideal pra achar algo pra fazer à noite e durante o dia também. No verão o Viertel ganha vida própria e festas espontâneas são comuns na rua, até eu já comecei uma!

Um resumo do estilo do bairro. Foto: bremer-tourism

É muito legal esse clima de “a cidade é das pessoas” que o Viertel tem, houve uma manifestação muito legal no bairro quando a especulação imobiliária começou a afastar os estudantes e artistas do bairro e os novos moradores queriam impor a lei do silêncio. Todo mundo sabe que no Viertel não se dorme, ainda mais no verão, e pra quem está na rua isso é maravilhoso. Os bares enchem, todos colocam mesinhas pra fora e, como anoitece quase 23h, o gostoso é ficar na rua mesmo.

O evento “Das Viertel Lebt”. Foto: kreiszeitung

Não se preocupem, a prefeitura pagou a reforma das janelas viradas para as grandes ruas daqui do bairro, elas são tão grossas que você nem sabe o que está acontecendo lá fora. E além disso a polícia sempre chega pra conversar (de forma pacífica) quando o povo passa dos limites. Mas não tem como explicar o clima de copa que existe por aqui no verão (ainda mais em dia de jogo do Werder). Uma vez, dezenas de jovens fizeram uma enorme roda entre as 4 principais esquinas do bairro e jogaram bola, na outra um karaoke a céu aberto começou na frente de um kiosk e incontáveis vezes alguém botou uma caixinha de som e começou a dançar sozinho e isso virou uma festa.

Eu recomendo muito comprar umas cervejas nos Kiosks, comer um Dönner ou um Falafel Rollo e ir seguindo o fluxo do bairro!

Pra quem não curte a noite agitada, de dia o Viertel é uma graça, com vários cafés e restaurantes, famílias e jovens para todos os lados. Se perder pelas ruas do bairro também é um ótimo turismo já que a arquitetura do bairro é bem peculiar.

Durante o dia o Viertel é calminho e bonitinho.

Confira aqui tudo que rola no Viertel.


02. Churrasco e passeio no Wedersee

Quase uma tarde de domingo no Wedersee por Georges-Pierre Seurat.

Bremen não é Bremen sem seu clássico “Barbecue Season”. Basta o termômetro marcar acima de 10ºC e não estar chovendo que os supermercados já anunciam suas promoções para churrasco no parque. Sim, é uma tradição enorme aqui. E o mais engraçado para uma brasileira é que a última coisa que você come nesses churrascos é carne!

Os locais compram suas Wursts das mais variadas espécies, pães de alho, abobrinhas, queijos e pimentões e botam tudo numa churrasqueira descartável de alumínio que você compra pronta. O legal do verão aqui é ir na região do Wedersee e fazer uma pausa com churrasco como um bom Bremeniano e se o tempo der uma trégua: Pular no Wedersee!

Além de nadar nele dá pra praticar várias atividades aquáticas, como remo, canoagem, stand-up paddle, velejar, e às vezes você pode até fazer uma aula de graça!

O caminho de ida e volta pra lá é bem tranquilo e dá pra fazer de bicicleta ou pegando o nosso famoso ferry, que é um barquinho minúsculo bem gracinha que vai de um lado ao outro do rio Weser, salvando os mais preguiçosos. A passagem custa 2,50€ ida e volta.

Mais informações do Ferry aqui.


03. Passeio de barco no Weser

Outra coisa muito legal pra fazer é pegar um barco no Weser e dar uma volta, vendo a cidade de um outro ângulo. Bremen é uma cidade portuária que antigamente era muito importante e pertencia à Liga Hanseática, então podemos ver estacionados vários barcos antigos e famosos, alguns que fazem parte da história da cidade e que você consegue saber mais no Hafenmuseum.

Pra facilitar o entendimento dos rios de Bremen, nessa área mais famosa (a que tem o Ferry) existem 3 rios, que na verdade são o mesmo mas eles deram nomes diferentes pro povo saber que lado da ilha você tem que ir: O Weser que é a parte do rio que você vê como quem olha dos bairros centrais, o Wedersee que é onde o povo nada e tem a praia de nudismo dessa região, e o Kleiner Weser que é a parte pequena do Weser e começa quando essa ilha aparece no meio dele. O Wedersee e o Kleiner Weser ficam para o outro lado da ilha. Dá pra entender melhor no mapa:

Só pra você não se perder.

Se quiser saber mais sobre os passeios de barco tem aqui.


04. Conhecer e aproveitar a Osterdeich

Um dos meus programas favoritos.

Aí aproveitando que agora já deu pra entender os rios, tem um passeio muito gostoso que é ao longo do Weser, do lado do continente. Existe um caminho para passeio chamado Weserpromenade onde você anda apreciando o rio, os barcos passando nele e o povo relaxando e fazendo seus churrascos no entorno. Esse caminho vai do Estádio do Werder Bremen, passa pelo Schlachte e chega até o Überseestadt. Com uma bicicleta você passeia por vários pontos importantes de Bremen de forma bem fácil e ainda com uma brisa deliciosa e uma vista do rio incrível.


05. Breminale: 4 dias de festival de música de graça

Olha só o pôr do sol na Breminale.

E em julho é o momento do ano em que a Osterdeich vira um festival de música enorme por 4 dias. Com diversas barracas de comida e bebida, 100 bandas e 9 tendas e palcos de música que tem bandas o dia todo. Gente… é o dia todo mesmo! Já passei 11h da manhã e tinha gente tocando, voltei 15h e tinha banda, à noite continuava até dar o horário de terminar. É incrível, você não imagina que uma cidade como Bremen consegue reunir tanta gente assim, em 2016 foram 200.000 pessoas ao longo dos 4 dias de festival.

Tem música para todos os gostos: tem soul, rock, eletrônica, folk, songwriters, jazz, hip-hop e até umas coisas estranhas que me lembravam a Yoko-Ono bêbada. A parte gastronômica também é absurdamente diversificada, os food-trucks de toda região aparecem para servir de comida peruana a coreana. Barracas de cerveja estão por toda a parte mas eu recomendo trazer as suas na mochila (sim, dá pra fazer isso!).

No último verão a Breminale aconteceu bem na semana que fez 37ºC TODOS OS DIAS! Como ele acontece bem no rio, o povo se refrescava lá e voltava pra secar vendo as bandas. A Osterdeich tem tipo um barranco que nessa época vira arquibancada pra gente assistir os shows e ver o pôr do sol lindo com música de fundo. (ai… deu saudades)

Se estiver pela região nessa época, tente passar por aqui pra aproveitar um diazinho de Breminale, é gratuito!

Dê uma olhada na programação no site oficial.


06. Ir a um jogo do Werder Bremen

Dentro do estádio. Foto: ARD

E já que estamos falando da Osterdeich, não posso deixar de falar do estádio do Werder Bremen. Aqui na Alemanha cada cidade tem um time e TODO MUNDO torce pro mesmo time. É bonito de ver, em dia de jogo em casa, os Bremenianos todos vestidos de verde e cantando até encher o saco de quem não curte. E os jogos aqui são mais baratos porque o Werder não tá muito bem no campeonato! Hahahahaha

Mas se não quiser se enfiar num estádio durante uma viagem, aproveite o clima de festa que a cidade fica quando o time ganha! Só não recomendo pegar as linhas 10 e 3 do tram no começo e fim do jogo porque é impossível você sair no ponto certo, de tão cheio.

Ou você pode ficar do lado de fora esperando o jogo acabar.

Para os apaixonados por futebol, está aqui o site do clube.


07. Vá até o Schlachte para uma cervejinha na beira do rio

Quem resiste?

Uma das coisas mais bonitas que tem em Bremen é a vista do Schlachte. É uma parte da Weserpromenade que você pode fazer lá por baixo, beirando o rio, ou por cima, pelos bares e restaurantes. Os dois são lindos e quando você passa pelo lado de cima tem os Biergartens abertos pra você tomar uma cerveja alemã, daquelas bem típicas, vendo o pôr do sol. Além disso sempre tem alguma coisa acontecendo por essa região, vale muito a pena.

Aqui você pode ver tudo que tá rolando no Schlachte.


08. U-Boot-Bunker Valentin

Dentro do Bunker atualmente. Foto: Denkort Bunker Valentin

Mais um que tá na minha lista de coisas pra fazer em Bremen antes de ir embora!

O Bunker Valentin era um bunker para submarinos da segunda guerra mundial e é o segundo maior bunker terrestre para submarinos da europa. Esse bunker foi o início da militarização da região de Bremen na segunda guerra, que antes era majoritariamente agricultural. Infelizmente, essa militarização fez com que os aliados bombardeassem Bremen até não sobrar quase nada em pé.

A cidade tinha centros de fabricação não só de submarinos mas também de navios e aviões de guerra, na região havia também um campo de concentração, usinas de óleo e metal e uma alta defesa anti-aérea. Ao longo da guerra, foram jogadas 12,831 toneladas de bombas na cidade destruindo 60% da cidade. Uma das poucas áreas não afetadas de Bremen foi o Schnoor, o único bairro que ficou preservado e tem casas datadas de 1600 ou mais antigas até.

O Bunker Valentin foi atingido mas não completamente destruído e hoje em dia serve como memorial com vários programas que incentivam os visitantes a ativamente e criticamente analisar o bunker no seu passado, presente e futuro e explorar a região.

A entrada é gratuita mas o guia é pago. Infelizmente só tem guia em alemão mas dá pra pedir um guia em outra língua se agendar.

Mais informações no site de Bremen.


09. Bürgerpark e seus encantos

Parece coisa de filme, né?

Outro lugar zen e encantador de Bremen é o Bürgerpark. É o maior parque da cidade e um dos mais bem preservados da Alemanha. Junto com o Stadtwald (os dois parques se juntam) cobre 202 hectares. O começo do parque é logo depois da estação central, bem fácil de encontrar, e ele vai até a Universidade quando se junta com o Stadtwald.

No Bürgerpark tem muita coisa pra fazer, principalmente para crianças. Levei a minha mãe passear lá no inverno, coitada, além de frio e sem folhas estava chovendo. Mas no resto do ano ele é maravilhoso! Em cada estação ele está de uma cor: na primavera a grama se cobre de mini flores, as árvores começam a ter folhas verde-claro e todas as cerejeiras florescem. Você passeia e vê veados, esquilos, coelhos, me sinto a própria Branca de Neve. hahahahaha É a coisa mais linda.

Cantos cinematográficos. (olha o barquinho)

No verão tudo fica num verde muito vivo, com o calor as pessoas começam a ir pra “praia” artificial no Stadtwaldsee, e os mais desinibidos vão para os cantos nudistas. E no outono não tem nem o que dizer, né? Tudo laranja, vermelho e amarelo, apesar do ventinho já frio é a hora que o parque fica mais bonito, parece uma pintura.

Fora passear pelo parque tem também uma fazendinha, com alpacas, pavões, alces, muflões, cabras anãs, entre outros. Gente, eu acabei de ir lá e a cabra-anã teve filhotinhos! Imaginem o tamanhico e a fofura… Eu não me aguentava de tanto falar “aaaw”

Além disso dá pra jogar mini-golf, remar nos barquinhos, andar à cavalo (não sei se precisa ter um ou dá pra alugar), além de ter vários lugares para tomar um café ou sorvete e alguns shows, como o show de luzes do Lago Hollersee. É lindo, fui ano passado e eles fazem show de luzes e fogos de artifícios com a orquestra tocando.

Algumas dicas do que fazer no Bürgerpark você encontra aqui (em alemão).


10. Praias FKK – todo mundo peladão

Não é aqui, é mais pra frente e mais reservado.

E se você tem vontade de ficar pelado no parque, a Alemanha é o lugar certo pra você! Numa praia normal ou lago já é comum o povo trocar de roupa sem se esconder muito, mas para o nu completo, como veio ao mundo, tem lugares específicos até pra todo mundo ficar à vontade.

São as chamadas FKK Strand, as praias de nudismo. FKK é Frei Körper Kultur, a cultura do corpo livre, é algo que vem desde a primeira guerra mundial como movimento contra o tabu do copor nu. Essa prática ficou muito popular durante as duas guerras, quando a primeira praia FKK foi inaugurada, na ilha de Sylt, perto de Bremen.

Aqui nas terras germânicas o nu não é visto como sexual e um corpo é só um corpo. Inclusive, ninguém fica olhando ninguém na praia como acontece no Brasil, o respeito ao corpo alheio é enorme, por isso dá pra ficar peladão tranquilamente. Se tem curiosidade de praticar o FKK, tem duas praias em Bremen, no Stadtwaldsee e no Wedersee. E às vezes passando de bike dá pra ver os peladões na praia, a minha imaturidade brasileira ainda não me permite passar lá e não ficar constrangida ou achar graça!

Se quiser saber mais sobre a cultura do FKK, confira essa reportagem da DW. 😉


11. Passeio de bike para Blockland e um sorvete bio na Eiscafé Kaemena

O passeio todo é um tour rural.

Esse passeio é outro clássico de verão. Na verdade os alemães não têm limites para tomar sorvete, se está um solzinho já é aceitável tomar sorvete e em todo o canto tem fila. Mas essa sorveteria da Blockland é especial porque é uma experiência completa.

A Blockland é uma região que está a 1m acima do nível do mar e é cercada de diques para que a área não alague, então é muito plana e uma delícia de pedalar. O programa de domingo de sol aqui é pedalar em grupo até uma sorveteria que tem na Blockland chamada Eiscafé Kaemena para experimentar um delicioso sorvete bio! Ele é feito com produtos e leite da própria fazenda, sem conservantes e tem um gosto maravilhoso.

Um sorvete por ano vivido aqui.

Além do sorvete você pode visitar uma galeria de arte que tem lá e ver as vaquinhas, dar comida, e acariciar os bezerros. E se você levar sua garrafa você pode comprar o leite direto lá, tem uma máquina de encher garrafa de leite, você põe a moeda e se serve!

Diz a lenda que o melhor sorvete de Bremen não é da Eiscafé Kaemena, mas se não é o melhor é o segundo! E a viagem até lá vale muito à pena. No caminho Tem construções do século 13 e muitas casas bem fofas. Ah, e as famílias que moram na região colocam umas vendinhas de geléia (marmelade) no caminho, sem ninguém! Você pega uma, paga e inclusive pode pegar troco, e ninguém rouba ou engana ninguém. Consegue imaginar uma coisa dessas?

Se não quiser ir pedalando dá pra ir de carro também, e se não estiver afim de sorvete, tem cafés e biergartens por todo o caminho (lógico). Botei um mapinha pra ajudar a entender onde o Eiscafé Kaemena fica.


12. Schnoor e seus eventos

O Schnoor é essa gracinha.

E no verão logicamente todos os passeios clássicos de turista ficam mais gostosos! E um deles é visitar o Schnoor, como eu disse ali em cima, foi o único bairro que não foi destruído na segunda guerra mundial, então tem muita coisa velha e muita coisa linda. O bairro todo é lotado de lojas, cafés, sorveterias, confeitarias… o que você imaginar.

Mas no meio desse mundo de comidas tem um lugar chamado Bremer Geschichtenhaus (Casa da história de Bremen). É um museu-teatro que conta a história de grandes nomes da cidade através de conversas com pessoas vestidas à caráter. As interações são bem naturais e em alguns pontos parece que você está realmente numa outra época, conversando com a Lucie ou o Heine.

É uma viagem no tempo! Você anda pela casa e passa por diferentes cenários, cada um trazendo uma parte da história de Bremen de volta à vida. Uma experiência bem diferente, com certeza! Mas as histórias são contadas em alemão. Não sei se tem alguns atores que falariam ela em inglês. Paga-se uma entrada e é sempre bom ver os horários de abertura no site. No verão às vezes eles saem pela rua interagindo com os turistas para chamar a atenção para a casa.

Eu amo esse tipo de ambientação medieval, no post sobre a feira de natal aqui eu conto da feira medieval que temos e ela é magnífica! É como a Casa da História de Bremen mas na rua, bem frio e vendendo mil coisas. hahahahaha

Confira a página oficial da Bremer Geschichtenhaus.


13. Rhododendron Park + Botanika

Rhododendron Park tem os cantos mais lindos!

Esse parque vale a pena ir na primavera, lá por abril e maio que é quando as flores desabrocham. O parque é lotado de azaleias e outras flores e fica parecendo um jardim mágico quando as flores aparecem e o sol também! É o segundo maior parque de rododendros do mundo. Dentro do parque tem um Jardim Botânico com várias espécies de plantas, um centro de pesquisa e um jardim asiático. Essa parte é paga mas o parque em si é de graça. Há também cafés e áreas que acontecem eventos de música e dança.

Como tudo tem site aqui em Bremen, tá aqui o do Rhododendron Park.


14. Mühle Am Wall

Olha essas cores!

Essa é imperdível! Tem 4 coisas que você não pode deixar de ver em Bremen como turista: a praça central, os músicos de Bremen, o Schnoor (com a rua mais estreita do mundo) e o moinho da Am Wall.

Esse moinho é o motivo pelo qual eu vim pra Bremen (mentira, mas é minha paixão). Eu visitei Bremen a primeira vez no inverno, naquela época que não neva mas já morreram todas as plantas, tá frio e chovendo… um horror. E mesmo assim eu me apaixonei por ele. Eu queria muito uma foto com as flores e uns 3 anos depois vim morar aqui.

Adivinha a primeira coisa que fiz? Sim, foi tirar a maldita foto antes que o tempo mudasse! Me mudei em setembro e é nessa época que o tempo vira do verão pro outono (e acontece de um dia para o outro).

A cada mês, eu acho, eles mudam as flores e fazem novos desenhos no canteiro! É a coisa mais linda de se ver! E na primavera as cerejeiras e magnólias ao longo do rio estão super floridas. O moinho tem um café nele e os preços não são os mais amigáveis mas dá pra encarar. E se a grana for curta, o negócio é comprar sua bebida, sentar na grama e ver o moinho de fora (que eu acho bem mais legal)


15. Überseestadt: restaurantes, museus e um paraíso zen

Bem moderninho o bairro.

O Überseestadt é o bairro novo da cidade. Quando me mudei pra cá ele estava sendo construído. Eu estudava na Hochschule für Künste (Faculdade de artes) na sede que fica nesse bairro, eu lembro que pegava o ônibus e passava por um enorme campo sem nada, com apenas uma construção aqui ou lá. Hoje em dia (4 anos depois) é uma cidade completa, com os apartamentos mais modernos da cidade e também um dos mais altos preços por metro quadrado!

Ele está se tornando um bairro bem chique, com seus próprios eventos e festivais. No Europahafen você pode comer em vários restaurantes muito gostosos. No verão sempre tem alguma banda tocando, feiras gastronômicas e de arte nessa parte do rio. Ali acontece o Überseetörn, que é uma festa de verão bem legal, com bandas, feiras, comidas maravilhosas e muita cerveja.

Seguindo para a região do Überseepark você vai encontrar uma promenade escondida que é de tirar o fôlego. Eu nunca tinha ido pra lá e uma vez meu ônibus resolveu que não ia seguir até a HfK e me deixou ali. Como o próximo ônibus ia demorar e o tempo estava bom, resolvi dar uma voltinha e me apaixonei por essa paisagem. É extremamente calma e zen, não há barulho de quase nada que não seja a natureza.

Se quiser ver o Hafenmuseum (o museu do porto) no Speicher XI, aproveite pra dar uma olhada na Faculdade de artes (HfK) que fica ali, ela é uma cena à parte. Por ser meio anarquista, os alunos têm o direito de usar as paredes e tudo mais para fazer exibições e outras intervenções artísticas, desde que ao final do ano pintem tudo de branco novamente. Eu adoro esse clima punk-humanas que tem lá, se estiver tendo alguma exibição de trabalhos, festa ao ar livre ou evento de arte, dá uma espiadinha.

Tudo que está rolando no Überseestadt você acha aqui.


16. Cuxhaven

As atrasadas andando até Neuwerk.

E um passeio bate e volta que vale a pena é pra Cuxhaven. Tem um trem local direto pra lá que você pode usar com o Niedersachsen-ticket (um ticket que vale para toda a Niedersachsen, Bremen, Hamburg e até Hengelo e Groningen na Holanda). Cuxhaven é um balneário no mar do norte, sendo o mais famoso da região. O mar é sempre frio mas em verões quentes como de 2018 é até gostoso nadar na água gelada.

É super tranquilo de usar o transporte público ou até bicicleta. Tem uma promenade ao longo do mar que passar pela orla, chegando a molhar os pés quando a maré sobe, passa pelo farol Kugelbake, e logo depois o Forte Kugelbake um antigo forte da Prússia de 1869, onde dá pra explorar a região, os canhões e muros com a visita guiada. Depois você continua andando (é uma senhora caminhada, recomendo uma bicicleta) e passa pela parte dos locais, um bando de alemão idoso e rico que tem suas casas e verão lá e usam as barraquinhas de praia como segundo cômodo. Eles saem de suas casa de roupão, carregando uma toalha como se estivessem num spa. Achei muito engraçado a primeira vez que vi.

Mas o mais legal de Cuxhaven é quando a maré baixa e você pode andar até uma ilhazinha ali perto. A Neuwerk tem vários pássaros raros e a ida até lá é muito divertida. Mas tem que ficar esperto, é uma areia mole, tipo areia movediça, e quando a maré sobe você pode ficar preso no meio. Por isso a guarda costeira sempre passa resgatando turista besta hahahaha.

O povo andando lá longe na maré baixa.

Se não quiser ir andando tem uma carruagem que leva você, bem princesa. Na volta não deixe de experimentar a culinária local que é muito famosa na Alemanha. Eu no caso não experimentei porque budget de estudante tem dessas. Ah, e essa primavera descobri que de meio de Abril à Outubro você tem que pagar 3€ pra entrar na praia até umas 18h (ou algo assim) o ticket vale pro dia e é por pessoa.


17. Bremerhaven

A cidade portuária de Bremerhaven. Foto: bremerhaven.de

Outro passeio é ir pra Bremerhaven que é o resto do estado de Bremen (é uma cidade-estado). Tem bastante coisa legal lá pra fazer e visitar, como o Klimahaus, um museu do Clima muito interessante não só pela arquitetura mas também pela forma como você experimenta o passeio lá dentro. Tem também o centro de Emigração Alemã que mostra como os imigrantes alemães saíram da Europa rumo às Américas. Tem muita coisa legal, você passa por dentro de uma réplica dos navios das épocas (foram acho que 3 séculos de emigração forte).

Hallo, Mädchen. Foto: dw.com

Essas réplicas mostram como era viajar na primeira, segunda e terceira classe em cada um dos principais navios. Depois mostra como foi para os alemães que voltaram pra Alemanha depois da segunda guerra, todo o choque. Tem uma parte que mostra a fronteira americana e como tratavam os imigrantes. Eu consegui passar mas vi alguém ser barrado! Hahahaha

Tem um audioguide que explica tudo e vários diálogos e telefones que você atende pra ouvir a história. Pra quem tem parente que emigrou da Alemanha é um passeio muito legal, no fim você pode ver as histórias resgatadas de muitos deles e fazer pesquisa sobre seus antepassados, ótimo pra quem tá procurando informação pra tirar a cidadania.

Na minha época não tinha filhotinho.

Além disso tem o Museu Marítimo Alemão, que deve ser mais legal ainda que o de Bremen, o submarino Kugelbake (que nunca foi pra guerra mas era pra ter ido) e o Zoológico Marítimo e Polar, que tem focas, pinguins, vários animais marinhos e um urso polar que tem um FILHOTINHOOOO! Gente, desculpa o capslock mas é muito fofo (nasceu agora em 2018)!

E depois disso tudo, nada como terminar a tarde no Schaufenster Fischereihafen, o centro dos pescadores que hoje é cheio de cafés, restaurantes e bares para você relaxar. Além de sempre ter alguma música rolando no fim de semana durante o verão.

E se você tiver sorte, acaba achando um festival de navios do mundo inteiro acontecendo por lá! Não sei quando acontece nem como, mas já consegui ver duas vezes em 4 anos. 🙂


18. Música, Arte, Cerveja e Comida: Os festivais de verão que você precisa curtir

Bremen sempre tem algo rolando.

Verão na Europa é sinônimo de Festivais. Alguma coisa está acontecendo o tempo todo por aqui. Em Bremen e região tem vários e eu não consegui conhecer todos, mas os que eu já fui ou quero ir posso indicar!

Vou colocar os nomes aqui com link para as páginas mas em breve vou fazer um post mais detalhado sobre os festivais de música e gastronomia daqui do norte que você não pode perder! 🙂

La Strada (festival internacional de arte de rua) • Bremen Philarmoniker (Orquestra Filarmônica Estadual) • Hurricane Festival (um dos maiores festivais de rock da Alemanha) • Jazzahead (Festival de Jazz Internacional) • Music and Light at the Hollersee (Show de fogos e luzes com a orquestra tocando) • Street Food Markt (Feira de comidas internacionais) • Bierfest Bremen (uma feira de cervejas internacionais) • Open Air Kino (cinema a céu aberto) • Festival Psychobilly Earthquake (um festival de psychobilly com várias bandas internacionais) • Pop-up party (não é exatamente um festival mas sim festas semi-ilegais que acontecem em lugares exóticos ou abandonados como um túnel ou estações de trem em desuso)


Qual bairro se hospedar

Essa dica extra é pra ajudar a escolher a melhor região pra ficar em Bremen. Não recomendo ficar em locais afastados a não ser que a ideia seja fazer a viagem de carro pelos arredores de Bremen, aí é bom pegar os bairros com saída para as Autobahns. Mas no geral aqui no norte é bem fácil de viajar de trem então os bairros centrais são as melhores opções mesmo.

Se você vai ficar pouco tempo e só vai explorar o roteiro clássico de Bremen, recomendo o Mitte e o Altstadt, são as áreas com a maior densidade de hotéis em Bremen e com todo tipo de preço e conforto. Bremen é muito segura, então não há problemas de ficar em um bairro ou em outro.

Outra boa opção é o Ostertor, que é entre o centro e o Viertel, basicamente você faz tudo à pé. Desde a pracinha da cidade velha até o moinho. Tem os museus e teatros na região e até ir pro Bürgerpark você consegue, mas é uma pernadinha.

Agora, se tua viagem é relacionada à Universidade (que é bem comum), tem hotéis na região do campus e também no bairro Schwachhausen. Esse bairro começa perto da Am Dobben e beira o Bürgerpark, tem umas casas lindas demais com o estilo londrino (Bremen é conhecida como a pequena Londres também, pelo jeito é a pequena tudo né). E se você tem um orçamento mais folgado, tem o hotel do parque que é lindão, rola até casamento, o Dorint Park Hotel Bremen.

Para a juventude, no Viertel (Steintor) tem vários hostels e acomodações para alugar. Mas é aquela zona, né, recomendo mesmo mais para jovens. O mais famoso é o Townside Hostel Bremen, fica bem no começo do bairro e tem gente do mundo todo se hospedando. É uma região muito gostosa de ficar por ser perto do Weser e da Weser promenade.

É isso aí, espero ter ajudado um pouco no seu planejamento de viagem para essa cidadezinha que é uma graça e pouco visitada por brasileiros. Se vier para cá comente aqui o que achou, fico curiosa pra saber o que os outros pensam da minha atual casa. 🙂

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Foto bônus das casas fofas de Schwachhausen.
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2 comments

  1. Bremen é uma cidade linda, né? Passei um outono por lá e gostei muito da cidade, mas não fiz nem metade dessa lista, rs. Preciso voltar 🙂

    1. Sou suspeita pra falar já que moro aqui, mas é sim uma graça! Sempre que passo pelo centrinho eu fico meio boba. Espero que volte! 🙂

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