Casapueblo

Quando vi uma foto da Casapueblo da internet eu não sabia onde ela ficava, nem como ela se chamava, mas sabia que queria conhecê-la….

Casapueblo em Punta Ballena - pertinho de Punta del Este, Uruguai
Casapueblo em Punta Ballena – pertinho de Punta del Este, Uruguai

Se não der tempo para fazer quase nada, conheça a Casapueblo, assista a “Cerimônia ao Sol” na Casapueblo. Quando vi pela primeira vez uma foto da Casapueblo na internet eu não sabia como ela se chamava, mas sabia que queria conhecê-la. Fui no Google e seguindo fotos, acessando sites, pesquisando blogs consegui encontrá-la, achar onde fica e como chegar. Não me arrependi, é tudo muito lindo!

Localizada em Punta Ballena a 13 km de Punta del Este, a Casapueblo é a antiga residência de verão do artista uruguaio Carlos Páez Vilaró. Abriga um hotel, um restaurante e um museu. A Casapueblo é uma das principais atrações turísticas da região de Punta del Este.

Casapueblo, antiga residência de verão do artista uruguaio Carlos Páez Vilaró.
Casapueblo, antiga residência de verão do artista uruguaio Carlos Páez Vilaró. Foto: Maria Eugênia

Totalmente branca, construída com um estilo semelhante ao das casas da costa mediterrânica de Santorini, ela tinge-se de rosa com os raios solares do entardecer. O estilo da construção é único, é um “sem estilo” com as paredes arredondadas, sem cantos, sem ângulos reto.

Casapueblo tinge-se de rosa com os raios solares do entardecer.
Casapueblo tinge-se de rosa com os raios solares do entardecer.

O museu, a exposição das obras do artista e a historia de vida dele é muito interessante, mas a casa… é espetacular! Eu ficava admirando cada curva, cada espaço, cada escultura bizarra da Casapueblo. A casa é definida pelo próprio Vilaró como sua “escultura habitável”.

Não houve uma planta, a Casapublo foi sendo construída ao sabor do gosto do artista.
Casapueblo. A casa é definida pelo próprio Vilaró como sua “escultura habitável”.

Não houve uma planta, a casa foi sendo construída ao sabor do gosto do artista, é uma obra única, não há como se explicada, tem que ser sentida, tem que ser explorada.

O turista não tem acesso a todos os espaços da casa. Tem acesso ao museu (Museo Taller), ao terraço de onde se admira o por do sol e ao restaurante que é aberto ao público A área do hotel é privativa dos hóspedes. A visita é paga e eles aceitam reais. Não lembro o valor da entrada em pesos, pagamos R$20,00 por pessoa, em reais.

Entrada para o Museu da Casapueblo.
Entrada para o Museu da Casapueblo. Foto: Maria Eugênia

Logo na entrada, em uma das primeiras salas passa um vídeo sobre a vida do artista que faleceu em fevereiro de 2014. O vídeo tem duração de 20 minutos e a vida do artista é interessante, vale a pena gastar esses minutos para assisti-lo. Depois vamos andando por salas onde estão expostas suas obras. Nas salas do museu não é permitido fotografar, peço sinceras desculpas ao artista pois só vi a proibição após ter feito essa foto inicial. A partir daí não tenho mais fotos por respeito à posição deles, embora não concorde com ela.

Museu da Casapueblo, obras do artista Carlos Páez Vilaró
Museu da Casapueblo, obras do artista Carlos Páez Vilaró.

Na área do terraço as fotos são permitidas. No dia que fizemos a vista, o restaurante estava fechado para os turistas, achei uma pena, não pudemos conhecê-lo, mas em compensação o dia estava lindo com um sol maravilhoso. Como não pudemos almoçar ali, após a visita saímos da casa para procurar um restaurante ou lanchonete na região e voltamos próximo do por do sol. Retornamos ao interior da casa com o ingresso que havíamos previamente comprado e fomos para o terraço para assistir ao por do sol. O terraço estava lotado de turistas, quem quiser pegar um bom lugar, deve chegar mais cedo.

Terraço da Casapueblo
Terraço da Casapueblo em Punta Ballena, Uruguai.

Quando o sol vai se pondo inicia-se a “Cerimônia ao Sol”. Com uma gravação na voz do artista é feita uma saudação ao sol, um agradecimento, um adeus e um até amanhã. Cria-se um clima mágico, é lindo demais! A Cerimônia ao Sol realiza-se nos terraços da Casapueblo, ao cair da tarde, todos os dias do ano desde 1994.

Trecho final da CEREMONIA DEL SOL
Texto: Carlos Páez Vilaró

Chau Sol…! Te quiero mucho…
Cuando era niño quería alcanzarte con mi barrilete. Ahora que soy viejo, sólo me resigno a saludarte mientras la tarde bosteza por tu boca de mimbre.
Chau Sol…! Gracias por provocarnos una lágrima, al pensar que iluminaste también la vida de nuestros abuelos, de nuestros padres y la de todos los seres queridos que ya no están junto a nosotros, pero que te siguen disfrutando desde otra altura.
Adiós Sol…! Mañana te espero otra vez. Casapueblo es tu casa, por eso todos la llaman la casa del sol. El sol de mi vida de artista. El sol de mi soledad. Es que me siento millonario en soles, que guardo en la alcancía del horizonte.

Pôr do Sol visto da Casapueblo
Pôr do Sol visto da Casapueblo.

Um pouco sobre Carlos Páez Vilaró
Vilaró nasceu em Montevidéu em novembro de 1923. Durante sua vida tornou-se amigo de artistas e personalidades como Pablo Picasso, Salvador Dali, Vinícius de Moraes, Jorge Amado, entre outros. Em 1958 Carlos Vilaró decidiu construir uma casa sobre as falésias de Punta Ballena, sem plano pré definido e lutando contra as linhas retas. A casa foi construída de forma artesanal e hoje é uma grande escultura habitável. A construção demorou mais de 40 anos.

ENTRE MI HIJO Y YO, LA LUNA

Em 1972, Carlos Vilaró viveu um drama em sua vida pessoal. Seu filho Carlos Páez Rodrigues que fazia parte do time de rugby do colégio Old Christians de Montevidéu estava no avião da força aérea do Uruguai que colidiu contra uma montanha da Cordilheira dos Andes no Chile em 13 de outubro de 1972. Assim que soube do acidente, Vilaró foi para o Chile para procurar seu filho, quando as autoridades diziam que não havia sobreviventes Vilaró parecia ser o único que ainda mantinha a esperança. Dois meses depois do acidente sua busca desesperada deu seus frutos. Em 23 de dezembro de 1972 um grupo de 16 sobreviventes foi encontrado e entre os sobreviventes estava seu filho Carlos Páez Rodrigues. Esse drama deu origem ao filme Vivos de Frank Marshall, e ao livro ENTRE MI HIJO Y YO, LA LUNA escrito pelo próprio Carlos Páez Vilaró vinte anos após o dramático episódio.

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