14 Dicas que não te contam sobre Paris

Paris realmente é a cidade dos sonhos, romântica, cidade luz e tudo isso que a gente sonha que ela é. É um destino imprescindível quando se vai para a França, um dos primeiros que dizem que devemos conhecer na Europa, mas tem coisas que ninguém te conta sobre Paris que podem te dar dor de cabeça ou podem salvar sua viagem. Depois da minha última passada por lá, aprendi mais um pouco sobre essa terra e resolvi fazer essa lista para ajudar os próximos viajantes:

  1. Cuidado com as segundas-feiras

Aqui na Alemanha o temido dia é o domingo. É o dia que tudo fecha, comércio, museus, supermercados, até farmácias. Em Paris é a segunda-feira, pelo menos para os turistas. Segunda-feira tem clima de domingão em terras parisienses, a maioria dos museus e galerias estão fechados. Tive uma ideia brilhante de aproveitar o domingo de forma despretensiosa nos parques parisienses, fazendo piquenique e deixar a segunda-feira (meu último dia por lá) para visitar os museus que faltavam e que eu tanto queria. O resultado? Fiquei sem os museus e com um bico gigante antes de sair de lá.

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Teto da ópera do Palais Garnier
  1. Montmartre e sua reputação

Se você perguntar para amigos o que acharam de Montmartre poderá ouvir diversas definições: calma, agitada, segura, perigosa, boêmia, romântica, nostálgica, jovem. E ela é tudo isso sim, mas depende do dia e hora que você vai, então antes de ir pra lá pense que face de Montmartre você quer conhecer para escolher quando ir, e que tal conhecer todas?

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Se você for entre quinta-feira e domingo à noite você vai entrar no mundo boêmio/jovem de Montmartre. Isso porque a escadaria da Sacré-Coeur é o point dos jovens parisienses para beber pagando pouco. A vista da cidade é maravilhosa e no verão tem um clima bem gostoso pra ficar lá sentado vendo os jovens sendo jovens, bebendo uma cerveja e apreciando a música e cultura local. E por música local entenda como quase majoritariamente Hip-Hop, Edith Piaf é coisa do passado, mas isso vou falar em outro tópico. Admito que esse horário é um pouco estranho e às vezes tende a ser mais perigoso, alguns jovens ficam bastante bêbados e o assédio dos ambulantes com cerveja e rosas é chato. Quando fui um ambulante parou exatamente na minha frente com a bund… (perdão) “busanfa” na minha cara quando eu disse que nao queria comprar cerveja. Tive que dar um toque pra ele que queria ver a imensidão da cidade luz e não da traseira dele pra ele sair dali. E mesmo assim ficou parado na minha frente, mas alguns degraus para baixo.

Se o mundo boêmio não é pra você, mas ainda assim quer ver a linda igreja iluminada à noite, vá para dentro de Montmartre, lá tem uma praça com cafés e um ar mais romântico. E se romance é o que você realmente procura, saia da praça na direção oposta a da Sacré-Coeur, encontre os cafés menores que ficam escondidos nas viradas das ruas. Fui no Le Ceni’s, na esquina do ponto de taxi (você vai querer saber onde é o ponto de taxi) e achei a comida maravilhosa e o atendimento também. Eles tem 3 Menus, os preços são acessíveis e a qualidade bem boa.

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Por último, se você tem criança ou não quer ver essa bagunça da noite, vá para lá de dia, eu fui e cheguei a dormir no gramado por meia-hora. Bastante tranquilo com muita família, o assédio dos ambulantes nessa hora é menor e o bairro fica com um clima de cidadezinha francesa (só que cheia de turista). Lembrando que Montmartre também continua lá embaixo do morro, e tirando a parte do Moulin Rouge que é caótica, achei bastante querida.

  1. Taxi em Montmartre

Depois de subir aquelas escadas de Montmartre você vai rezar pelo funicular ou um taxi, o problema é o que a bilheteria do funicular fecha à 00:45. Se você for à noite e/ou não comprou o ticket antes da bilheteria fechar, a chance de você querer um taxi é alta. No verão anoitece perto de 22:30, então é muito fácil perder a noção da hora, ainda mais para brasileiro que tá acostumado a comer só depois que escurece. Então já anote: na esquina da Rue du Mont Cenis e a Rue Norvins tem um ponto de taxi. Até umas 23h sempre tem taxi nesse lugar, mas depois eles somem magicamente. Fiquei parada um tempão tentando entender como pedir taxi já que eu nao tinha o app pra isso. Bom, tem uma caixinha azul/verde escrito taxi com um botão para “appeler un taxi”. Ainda é meio mistério pra mim, mas depois de ver 2 famílias paradas do lado da caixa pegarem um taxi antes de mim, fui lá e apertei o botão. Em 5 minutos apareceu um carro magicamente e me levou para casa. <3

  1. Jazz Manouche

Sabe o Jazz Cigano? Então, o nome dele é Jazz Manouche e é uma das melhores coisas que eu descobri dessa cidade. Tem jazz manouche em vários lugares mas vou falar de um que eu conheci: Le Piano Vache. Meu Deus que cantinho escondido mais maravilhoso dessa terra. Ele fica numa rua escondida no Quartier Latin, perto da Sorbonne, aliás se você quer encontrar bares legais, rock’n’roll e gente pouco blazé, o Quartier Latin é o lugar, tem muito estudante nessa região, o que deixa os lugares mais animados. Mas cuidado com a animação juvenil, aqui eles levam o Jazz Manouche a sério.

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Bom, falando um pouco do bar. Ele é um lugar dividido em duas partes, a primeira com um bar e mesas, bem pequeno e aconchegante, com barmans (donos do lugar) super educados e simpáticos, se esforçam ao máximo para te entender e até arriscam um papo em inglês. A segunda parte abre somente para shows e tem um segundo bar tocado por um senhor, que é uma figura rara. Nas segundas-feiras tem show de Jazz Manouche e agora também vão abrir nas quartas para Blues. O lugar é incrível, o ambiente, o som, a atmosfera. Você esquece da hora ali dentro. Mas tem algumas regras básicas: Se entrou pra ouvir a música, ouça a maldita música! Se conversar, você é pouco educadamente convidado para sair. Não é que não possa dar um pio, mas não pode ficar matraqueando por ali que o Sr. Barman tira você de lá, de verdade, vi acontecer duas vezes. E como ele disse: “Se quer conversar, saia por conta própria ou vamos tirar você, aqui é pra ouvir música, todo mundo já sabe das regras. Mas amamos vocês mesmo assim, ok?”

Parece ofensivo mas é na verdade super educado, com o resto que tá lá. Outra coisa legal é a forma que eles pagam o artista. Eles aumentam todas as bebidas da noite em 1€, que vai para o artista, assim, se o cara é ruim e as pessoas ficam pouco no bar ou consomem pouco, ele recebe pouco. Genial.

  1. Vista Panorâmica de Paris baratinha

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Já subi na Torre Eiffel e acho que é um passeio super legal, tive sorte de pegar uma fila pequena e ainda ser estudante menor de 25 anos então não paguei. Mas dessa vez fui em julho, ou seja, a mais alta temporada que você pode imaginar e todos os pontos turísticos famosos estavam lotados. O tamanho da fila era de desanimar qualquer excursão asiática. Tem algumas formas de ver Paris do alto e as mais comuns são: Torre Eiffel, Arco do Triúnfo e Montmartre, que se você for num canto especial você vê a torre de longe, bem lindinha. Bom, descobri mais um dessa vez que é muito mais legal: O Pompidou. Confesso, e me envergonho um pouco, entrei no Pompidou para ver a galeria e fiquei com preguiça. Isso é terrível porque estou fazendo mestrado numa escola de artes super vanguarda e que idolatra arte moderna, e sim, ignorei o Pompidou, podem me apedrejar. Mas pra não perder a viagem eu descobri que podia subir no prédio do Pompidou até o 6º andar e ter uma vista de Paris por 3€ e sem fila alguma. Lá em cima tem um café que você pode ficar pobre e beber algo pra se achar uma pessoa muito fina ou só ficar apreciando a vista. Não substitui a torre, mas se você não quiser gastar suas preciosas horas de viagem em filas, é a dica do ano.

  1. Um motivo para ir pra Champs-Élysées se você não gosta de compras

Sim, existe algo além de lojas na Champs-Élysées e não é o turismo de ver rico sendo rico. Houve uma época que a Champs (para os íntimos) era um reduto de gente fina, rica e bem vestida. Com aquele glamour que nós pobres mortais só podíamos apreciar de longe. Hoje em dia se vê gente comprando por lá adoidado. Gente de todas as nacionalidades, cores, formas e tamanhos. Mas se você, assim como eu, só tem dinheiro pra entrar na H&M, ir pra lá pode parecer bastante chato e um pouco humilhante, afinal você vai ser um dos poucos sem uma sacolinha de grife no braço. Bom, existe uma coisa legal pra se fazer: tirar essa foto!

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É bem simples, tem um sinaleiro/sinal/farol (escolha um nome) que tem tipo um cone no meio da rua. Dá pra ficar em cima dessa estrutura e assim tirar essa foto e se fazer de fotógrafo destemido que se embrenhou no trânsito caótico de Paris para fazer um clique antes de quase morrer atropelado. Mas na realidade é super seguro. Depois que eu fiz isso, formou uma fila atrás de mim, me senti super criadora de tendências, mas provavelmente todo mundo faz isso há anos.

  1. O sagrado primeiro domingo do mês

Essa dica é velha, mas é tão valiosa que vou falar aqui, pra ninguém perder. No primeiro domingo de cada mês os museus de Paris são gratuitos! Sim, lindos, abertos e gratuitos. Aproveite!

  1. Visite o Palais Garnier – Opera National de Paris

Lindo e com um salão mais bonito do que o de Versailles (sim, na minha opinião é mais bonito mesmo), a Ópera Garnier é pouco conhecida e não tem filas, eba! Além desse salão lindo ela ostenta a beleza e exuberância da época de Luis XV (acho) e com um salão de ópera de cair o queixo. Se não tiver tempo ou paciência para a fila do Versailles, pelo menos entre no Garnier, é tipo um resumo do que tem de mais bonito no primo famosão.

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Sim, isso é o Palais Garnier!
  1. O Canal de Saint-Martin só é legal à noite

Simples assim. À noite tem bares e vida na rua e é bem legal conhecer. De dia é assim ó, mortão. E olha que era um sábado!

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Tá, ele também é legal de dia mas não é por isso que ele é famoso.
  1. Visite a ponte que toca música, e tente fazer ela funcionar!

Tem uma ponte que você toca a sua música, achei genial. Funciona com bluetooth e é só conectar o seu celular e decidir o que as pessoas vão ouvir quando passam. Vi um cara usando e pirei, queria brincar também só que deixei pra depois. Mas quando eu voltei o meu funcionou bem baixinho, não sei por que não funcionou comigo, eu sou famosa por encontrar bugs em qualquer aplicativo, vai ver achei um. Essa ponte é a Pont de la Concorde. Se estiver indo da torre para o Louvre ou vice-e-versa, você passará por ela.

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Não é essa ponte mas é perto.
  1. O Jim Morrison não está enterrado no Cemitério de Montparnasse e sim no Père-Lachaise

O Montparnasse é conhecido por ter muitas pessoas famosas enterradas e isso faz com que muitos achem que o Jim Morrison está lá. Ele não está, já fiz esse erro por vocês. Mas se você gosta de escritores e inventores vá visitar, tem túmulo de muita gente famosa mesmo. Quando você entra no cemitério e vira para a direita você vai encontrar o túmulo do Jean-Paul Sartre e da amada Simone de Beauvoir. E o da Beauvoir é lindo pois tem muitas homenagens e agradecimentos.

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Muito amor!
  1. Tenha seu momento de preguiça no Jardin du Luxembourg

É uma delícia fazer uma pausa nesse lugar, seja nos banquinhos ou na grama. Leve umas frutas da estação, água, sanduíche, crepe, sorvete, o que quiser. O que vale é farofar nesse lugar lindo. Você perde o fôlego com a vista enquanto recupera o mesmo pra continuar o passeio (Badumts). Mas não sente nessa parte aqui que o guarda briga.

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Oh céus, que vida difícil!
  1. Airbnb é vida

Airbnb é vida em vários lugares mas nas cidades mais cobiçadas pelos turistas ele vem sendo um messias dos preços acessíveis. Em Paris ele salvou a minha vida. Não é barato, mas é mais acessível que os hotéis além de ter cozinha e você se sentir em casa. Quando o assunto é comer barato, ou você vive de baguette e crepe ou arranja uma cozinha e faz a festa. Os preços dos produtos nos mercados são muito sedutores. Você compra macarrão, pesto, cogumelos, queijo, vinho, cerejas, framboesa e mais o jardim do Éden inteiro e gasta quase nada. Tá, não é quase nada, mas comparado com os preços dos restaurante é uma bagatela.

Antes de pegar o apartamento confira a localização, das duas últimas vezes fiquei perto da torre Eiffel mas dessa vez me toquei que é melhor ficar perto dos museus, na região do Orsay e Louvre, mas no lado oposto do rio. Os preços são os mesmos mas você anda bem menos por dia. E a não ser que você esteja em um relacionamento muito sério com a Torre Eiffel (como eu estava) você não vai visitá-la todos os dias, mas a região dos museus provavelmente você vai.

  1. Dá pra beber água da torneira em Paris

Yay! Isso salva muitos eurinhos que seriam gastos em garrafas d’água por aí. Você só precisa comprar a garrafa uma vez e ficar completando. E existem bicas d’água pela cidade, só fique atento se realmente pode beber. Normalmente tem um aviso dizendo que pode e elas tem uma cara de bebedouro mesmo, as que são só pra lavar a mão e coisas assim tem cara de torneira.

Espero ter ajudado com essas dicas que ninguém conta sobre Paris e ter prevenido algumas quebradas de cara por aí. Se você tiver alguma dica pra contar, deixe nos comentários. Nós viajantes temos que nos ajudar! 🙂

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2 comentários sobre “14 Dicas que não te contam sobre Paris

  1. Vou até comentar no post da Mary E! Jardim botânico (que não faço ideia do nome) é uma boa pedida tb pra quem curte ou é curioso. Tem uma grande variedade de plantas, inclusive algumas “ilegais”.
    Ah, e pere La chaise tb tem Piaf, Alan Kardec e bugatti!

    1. Cassiano,
      Esse jardim é o “Jardin des Plantes”, super criativo o nome. hahahahaha
      realmente vale a pena dar uma volta! Mas eu passei por lá achando que ia dar pra sentar e fazer um picnic… Que nada.

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